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MALÁRIA x RADICAIS LIVRES x MERCÚRIO

MALÁRIA
Entre os agentes infecciosos já conhecidos, os parasitas da malária situam-se como um dos mais intensivamente pesquisados, nas relações existentes com RLs, sendo frequentemente discutidos na literatura da patogênese, imunidade e de drogas antimaláricas.
Já se conhece que, respondendo à infecção causada pelo parasita da malária, manifesta-se o mecanismo de defesa natural do organismo do hospedeiro, através dos fagócitos (macrófagos ativados e neutrófilos) que pelas suas ações, geram grande número de RLs, que na realidade, causam a morte dos parasitas, também dentro dos eritrócitos.
Como vimos anteriormente, o organismo do hospedeiro possui um sistema natural de varredura dos RLs. Porém, nos casos de malária aguda e crônica, esta defesa orgânica é ultrapassada, permitindo que grande número desses RLs não varridos migrem também para agredir as membranas celulares, e causar danos ao DNA.

(Ocorrência simultânea da intoxicação pelo mercúrio (Hg ) e malária – Proposição à Sociedade Brasileira de Medicina Tropical)